quarta-feira, 21 de maio de 2008

Muros invisíveis

Vivo num mundo de paredes e muros invisíveis
Esbarrando em suas subjetividades
Mas no fim tudo se torna real
E temeroso.

Qual seria a realidade mais cabível pra mim?
O mundo com verdades absolutas
Ou com mentiras sinceras
Todo tempo me pergunto

Questiono se vivo corretamente meus dias
Saboreio minhas paixões secretas
A consciência está entre mim e o mundo
Ele total externo e eu apenas interno

Andei buscando uma catarse interna
Sem sucesso, continuo aqui
Impregnado, sujo e maltrapilho
Escorraçado de mim mesmo, sozinho.

Quando a noite vem me cortejar
Ignoro e não durmo, não deito
Não cessa meu medo
Paro e não respiro apenas sussurro

Quanto tu me fez chorar por teu amor
Não calculavas meu sofrimento
Fez-me chorar lágrimas de amor
Balbuciava palavras de amor


Contudo,
Eu continuo aqui, à tua espera
Porque é teu sorriso que me alegra
E o teu caminho também é o meu
Sem você, continuarei voando por aí

Buscando teu rosto nas nuvens
Trazendo teu corpo pra perto do meu
Amando-te pela ultima vez
Pra nunca mais viver sem você.


FRANCISCO COSTA

1 comentários:

Aline disse...

Oi! Adorei o texto de Muros invisíveis, é lindo! Perfeito o texto! Nem sei pq to aqui olhando o seu blog, mas acabei parando aqui do nada, acho q é pq me lembrei d vc hoje. Foram as meninas da facul, rrsrsrsr... Bem é isso ai! Vou indo. Nem preciso t dizer q vc escreve super bem né? Vc sabe q escreve super bem e consegue trasparecer o seu sentimento com as palavras oq poucos conseguem. Beijao até